Em 2026, automação deixou de ser diferencial para virar infraestrutura. Mas a escolha entre n8n e Make ainda divide equipes — e a resposta certa depende de contexto, não de benchmark.
Testamos as duas ferramentas em cinco cenários reais: automação de marketing, integração com CRM, pipeline de conteúdo com IA, notificações operacionais e coleta de dados. Este comparativo é o resultado desse processo.
Visão geral das ferramentas
n8n — automação open source
n8n (pronunciado "nodemation") é uma plataforma de automação de fluxos de trabalho open source. O diferencial central é o self-hosting: você pode rodar na sua própria infraestrutura, sem pagar por operações, com controle total sobre os dados.
O que funciona bem
- Self-hosting em Railway, Render ou VPS — custo fixo, sem limite de execuções
- Integração nativa com LLMs (GPT-4o, Claude, Gemini) e frameworks de agentes
- Lógica condicional avançada, loops e transformações de dados complexas
- Comunidade técnica ativa com centenas de fluxos prontos no GitHub
Pontos de atenção
- Curva de aprendizado maior — exige algum conforto com JSON e lógica de programação
- Interface menos polida que Make para fluxos simples
- Setup inicial demanda tempo e configuração de servidor
Make — automação visual acessível
Make (antes Integromat) é a referência em automação no-code para equipes que priorizam velocidade e acessibilidade. Com mais de 1.500 conectores nativos e uma interface visual intuitiva, é possível criar fluxos complexos sem escrever uma linha de código.
O que funciona bem
- Onboarding em minutos — plano gratuito com 1.000 operações/mês
- Interface visual mais clara que n8n para lógica de múltiplos caminhos
- Melhor biblioteca de templates prontos para casos comuns
- Suporte nativo a webhooks, agendamentos e triggers de formulários
Pontos de atenção
- Custo escala com o volume — pode ficar caro em automações intensivas
- Sem self-hosting — seus dados ficam nos servidores da empresa
- Integrações com IA menos robustas que n8n para casos avançados
Comparativo direto
| Critério | n8n | Make |
|---|---|---|
| Plano gratuito | Sim (self-host) | Sim (1.000 ops) |
| Curva de aprendizado | Média/Alta | Baixa |
| Self-hosting | Nativo | Não |
| Número de integrações | 500+ | 1.500+ |
| Interface visual | Boa | Excelente |
| Controle de fluxo | Avançado | Moderado |
| Suporte a IA/LLMs | Nativo + plugins | Via integrações |
| Preço no plano pago | €20/mês+ | €9/mês+ |
| Comunidade | Técnica e ativa | Grande e acessível |
Preços e planos
n8n Cloud começa em €20/mês (5.000 execuções). Self-hosted é gratuito — você paga apenas pela infraestrutura. Para a maioria dos projetos, um servidor em Railway custa entre R$25-80/mês.
Make tem plano gratuito com 1.000 operações/mês. O plano Core (10.000 ops) custa €9/mês, Pro (100.000 ops) €16/mês. Para automações com alto volume de dados, o custo pode crescer rapidamente.
Quando usar cada um?
Links e recursos
Systems
FAQ
Conclusão
Se eu precisasse escolher uma ferramenta para alguém que está começando, escolheria Make. Mais fácil, mais rápido para validar, plano gratuito real. Se a pessoa já tem alguma maturidade técnica e quer construir algo sério com IA — ou evitar custos recorrentes — n8n self-hosted é a escolha mais inteligente a médio prazo.
O melhor cenário? Use Make para prototipar. Quando os fluxos estiverem validados, migre os mais críticos para n8n.